Mostrando postagens com marcador games - crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador games - crítica. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de agosto de 2013

Crítica – Injustice: Gods Among Us

Cristiano Almeida

Injustice: Gods Among Us é um game de luta do estúdio NetherRealm, o mesmo do excelente Mortal Kombat. Com versões para Xbox 360, PlayStation 3 e Wii U, o título apresenta heróis e vilões da DC Comics em combates no melhor estilo do jogo citado acima (respeitadas as devidas proporções, é claro). São 24 personagens, sendo 12 do lado dos mocinhos e 12 do lado inimigo, fora os vários DLC’s que estão sendo liberados, como Batgirl, Lobo, Scorpion, General Zod e, futuramente, Ajax (Caçador de Marte) e Zatanna.
 
A trama do game é inédita e cria um universo onde Superman instaura um regime totalitário no planeta Terra. Com uma união inesperada, Batman lidera uma revolução que visa o combate ao kriptoniano.

Além das óbvias presenças do Homem de Aço, do Homem-Morcego e da Mulher-Maravilha, o jogo conta também com Asa Noturna, Mulher-Gavião, Cyborg, entre outros. O lado inimigo é composto por Lex Luthor, Coringa, Sinestro, Arlequina, Apocalypse, Exterminador e muitos mais.

As lutas são bem dinâmicas, explorando as características de cada lutador com uma grande variedade de golpes. Assim, a execução dos especiais segue os perfis dos lutadores. Batman usa batarangs explosivos, Superman dá um soco que leva o inimigo para fora da atmosfera, Aquaman usa água e tubarões, Exterminador utiliza armas e espadas, etc. Há também um botão que habilita um poder temporário que varia de jogador para jogador.

Os cenários são condizentes com o Universo DC, apresentando, entre outros locais, a Fortaleza da Solidão, o Asilo Arkham e a Mansão Wayne. O título permite a interação com os ambientes, mesclando entre o lançamento de um inimigo contra objetos e o contrário.

A parte gráfica não atinge a excelência em virtude de algumas feições parecerem estranhas quando a câmera faz um close-up. A trilha sonora é um ponto que também merece observação, pois poderia ter um acompanhamento de maior intensidade na pancadaria.

A dublagem em português ficou bacana, pois os dubladores são os mesmos que emprestaram suas vozes aos desenhos e filmes. Apesar disso, temos mais alguns problemas, como frases cortadas ou vozes de personagens trocadas. Pequenos deslizes que de forma alguma afetam a diversão.

O game traz opções para um jogador ou mais e ainda uma integração com a versão mobile. No jogo individual temos o modo história, o Batalha (arcade), os minigames e a prática de golpes e combos. Já o multiplayer apresenta o versus também em versão online, com fila de desafiantes, ranking e desafios que rendem pontos de experiência, permitindo o desbloqueio de trajes, artes conceituais e novas opções no modo Batalha.

Injustice: Gods Among Us é um título imperdível para os fãs de jogos de luta e dos personagens da DC Comics. Com isso, os combates que vemos nos quadrinhos estão ao alcance dos dedos dos jogadores, e é só escolher de que lado você quer lutar.


 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Crítica – Max Payne 3


Henrique Jacob
Após alguns anos sem nenhum título novo, a franquia Max Payne retorna com gráficos em alta definição e sem a participação de Sam Lake, o criador da série. Desenvolvido pela Rockstar Vancouver, o game chama a atenção pela qualidade técnica e por uma história instigante, que desperta o interesse do jogador.
Na trama, Max deixa os Estados Unidos para se tornar um guarda costas do empresário paulista Rodrigo Branco. Logo no início, a gangue Comando Sombra tenta sequestrar Branco durante uma festa, mas o plano dos criminosos acaba sendo frustrado pelo protagonista. Alguns dias depois, a mesma organização criminosa ataca a família em uma casa noturna. Após uma intensa troca de tiros e uma perseguição, Max e seu amigo Raul Passos não conseguem impedir que os bandidos levem Fabiana, esposa de Rodrigo. Para tentar encontrar a personagem, Payne tenta diversos planos para conseguir salvá-la e ao mesmo tempo começa a descobrir os motivos dos criminosos.
O roteiro criado por Dan Houser (Red Dead Redemption e Grand Theft Auto) apresenta uma trama instigante com diversos mistérios e algumas reviravoltas impressionantes. Essas surpresas vão sendo reveladas aos poucos e influência bastante nas reações do protagonista. A narrativa é envolvente e consegue atrair o jogador pelo suspense e pela necessidade de descobrir o que vai acontecer em seguida no enredo, que alterna mostrando o presente e o passado, explicando os motivos que fizeram Max decidir sair dos Estados Unidos e vir para São Paulo. Apesar disso, existem alguns clichês e não é difícil descobrir quem é o responsável por tudo isso antes mesmo de chegar nas últimas fases do título.
Max ainda mantém uma personalidade bastante definida repleta de aflições, mágoas e tristeza devido às lembranças da morte trágica de sua família, que foi assassinada no primeiro jogo. Seu vício em bebidas alcoólicas e remédios para tentar minimizar essas lembranças também são uma constante na trama. O melhor do personagem são seus diálogos e os momentos em que ele está narrando sobre os acontecimentos com pessimismo. Além da ótima narrativa, o caráter e a personalidade de Max contribuem muito na imersão da história e no desenvolvimento do protagonista.  
A história é repleta de muita violência com muito sangue e algumas cenas fortes como de pessoas sendo carbonizadas. Dentro do contexto do enredo, esse exagero de violência é justificável principalmente por ser tratar de uma trama voltada para o público adulto. Isso também pode ser notado na quantidade de palavrões que são comuns nos jogos da Rockstar, mas que estão em excesso neste título, principalmente em relação aos criminosos que usam com frequência algum tipo de xingamento repetidas vezes em português. Isso poderia ter sido repensado e utilizado de uma forma menos abusiva durante a aventura.
A Rockstar realizou um ótimo trabalho no sistema de tiro em terceira pessoa, em que é possível escolher entre a mira automática, que facilita a tarefa, e a mira manual, que exige um pouco mais de agilidade do jogador. Uma das falhas da mecânica do título é a ausência de um sistema de cobertura mais sofisticado, porque Max tem dificuldades para ficar atrás de alguns objetos e não consegue rolar ou ir abaixado até outro ponto protegido, isso acaba causando alguns danos desnecessários durante a troca de tiros.
O Bullet Time também retorna com a mesma qualidade e eficiência dos títulos anteriores, permitindo que Max atire nos inimigos em câmera lenta. Uma ótima novidade foi o Last Man Standing, um recurso utilizado quando o protagonista está para morrer que permite ao jogador usar o famoso recurso da câmera lenta para eliminar o bandido que atirou nele. Se você conseguir matar o criminoso, um pouco de sua energia será recuperada, evitando assim a sua morte.
No quesito gráfico, Max Payne 3 é um dos melhores jogos lançados este ano com qualidade e um esmero técnico impressionante tanto nos consoles quanto na versão de PC. As expressões faciais e o visual do rosto dos personagens foram muito bem produzidos e não lembram em nada a simplicidade de alguns rostos encontrados na franquia Grand Theft Auto. O nível de detalhes dos cenários também impressiona, principalmente nos lugares como o porto, a favela e a empresa de Rodrigo Branco. As cenas não interativas e os momentos de ação ganharam um tom cinematográfico com muitas explosões e momentos excepcionais que garantem muita diversão e impressionam pelo realismo. Tudo isso é resultado da capacidade do motor gráfico RAGE, o mesmo utilizado em GTA IV e Red Dead Redemption.
A movimentação do protagonista e sua maneira de carregar as armas e atirar também ficou muito realista. Os inimigos também se movem sempre procurando encontrar uma forma de avançar e conseguir acertar você. Isso é reflexo do nível de dificuldade do jogo que mesmo no nível normal já é possível encontrar uma boa dose de desafio principalmente se você for um jogador mais casual ou que não tenha muita intimidade com games de tiro em terceira pessoa.
Apesar de não especificar lugares, a Rockstar conseguiu reproduzir algumas localidades paulistanas como o estádio de futebol do time fictício Galatians que é muito semelhante ao do Morumbi na vida real. Porém, a representação da cidade de São Paulo demonstra alguns estereótipos em relação ao nosso país como alguns lugares muito sujos e nada condizentes com a realidade.
A trilha sonora é competente e apresenta uma sonoridade que realça os momentos de tensão da trama e as cenas de depressão e angustia do protagonista. A dublagem foi bem produzida com uma ótima escolha do elenco de vozes e pela interpretação de James McCaffrey como Max Payne. Entretanto, alguns inimigos genéricos apresentam uma dublagem razoável e sem muito esmero técnico. As legendas em português também foram uma ótima iniciativa da Rockstar, permitindo que os jogadores que não conhecem muito do idioma entendam tudo da trama.
O modo online possui diversas modalidades com sistema de classificação, recompensas e a possibilidade de criar clãs que poderão ser exportados posteriormente para Grand Theft Auto V. Um dos modos mais interessantes do título é o Payne Killer em que dois jogadores controlam Max e Raul e os demais competidores terão como objetivo matar os personagens. Além de ser divertida, essa modalidade permite muita ação e tensão durante os tiroteios.
Lançado em maio desse ano para PC, Xbox 360 e Playstation 3, o título marca o retorno do famoso policial em uma ótima aventura. Apesar de algumas falhas, Max Payne 3 é um jogo obrigatório para qualquer gamer apaixonado por uma história envolvente com muita ação e um bom sistema de controle.

Crítica – Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds

Cristiano Almeida

O crossover entre dois universos resultou em uma das franquias mais divertidas dos jogos de luta, a Marvel vs. Capcom. Em Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds, o título reduz o número de personagens do game anterior, mas mantém a característica da série com golpes poderosos e combates velozes.

Ao todo são 36 lutadores, sendo 18 para cada universo. Entre figuras clássicas, como Ryu, Akuma, Homem-Aranha e Wolverine, algumas das novidades são: Amaterasu (Okami), Dante (Devil May Cry), Chris Redfield (Resident Evil) e Mike Haggar (Final Fight) por parte da Capcom, e Fênix, Mulher-Hulk e X-23 (uma espécie de versão feminina de Wolverine) no lado Marvel. A atualização do game, a Ultimate Marvel vs. Capcom 3, adiciona mais 12 personagens, que incluem Rocket Raccoon - o guaxinim da HQ Guardiões da Galáxia -, o Motoqueiro Fantasma e o ninja Strider Hiryu, do game Strider.

Com o leque de combatentes à disposição, o jogador forma um trio para disputar com um amigo ou o PC. A opção de escolha permite que você forme um grupo do mesmo universo ou uma equipe mista, o que é bem bacana, já que as possibilidades são inúmeras. Você pode criar um grupo de Street Fighter, de X-Men ou de Vingadores.

O jogo não possibilita o combate em duplas ou solo. Assim, o objetivo é, com o trio formado, sair metendo a porrada nos adversários sem a preocupação com histórias, ou seja, os dois mundos são reunidos e os combates se iniciam até o chefe final, Galactus, o Devorador de Mundos. O personagem enche a tela com todo o seu poder e chega a desferir golpes de 100 hits! Vencê-lo é difícil, mas nada que um pouco de prática não resolva. Nesse sentido, apenas o lutador que aplicar o golpe final nele tem o seu final destravado.

Para quem é marinheiro de primeira viagem, o título tem um modo chamado Missions, que ensina golpes e como combiná-los em ataques. No modo online, os participantes mais veteranos podem disputar partidas sem atrasos de informação, desde que tenham uma conexão mediana com a internet. O problema fica por conta da sala de espera, que não mostra as lutas para quem está aguardando. Com isso, os participantes assistem uma animação dos cartões de estatísticas se batendo, o que acaba cansando um pouco.

O game apresenta renderização em 3D e cenários e combates em 2D. As lutas são bem dinâmicas e a combinação de golpes não é difícil de executar. Com o botão especial, por exemplo, o personagem pode levantar o adversário para aplicar um combo aéreo. Nesse ponto, surge a possibilidade de trocar o lutador no meio do ataque. Outro fator interessante é a união dos poderes dos combatentes, que enche a tela com rajadas de vários hits.

Todos os lutadores estão bem detalhados, sejam eles pequenos ou projetados em maior escala. Como exemplo temos Arthur, do game Ghosts n' Goblins, e M.O.D.O.K, o líder da I.M.A nas HQs da Marvel. Seguindo o quesito gráfico, os cenários apresentam uma alternância entre bem trabalhados e mais simplistas e, dependendo em qual é disputada a luta, acabam confundindo um pouco a visualização, devido ao tanto de informação simultânea.

A Capcom demonstrou preocupação em manter características inerentes aos personagens, tanto pela personalidade como pelos golpes. Assim, o mercenário Deadpool não perde a oportunidade de soltar suas piadinhas infames; o Homem-Aranha aparece com a câmera de Peter Parker em determinado momento e Dante tem as armas de Devil May Cry. Ponto positivo também para a desenvolvedora em facilitar acesso aos extras, pois o jogador só precisa jogar e ganhará pontos, que destravarão sons, modelos 3D, imagens e novos jogadores.

Com versões para PlayStation 3 e Xbox 360, o terceiro game de Marvel vs. Capcom tem alguns deslizes que não o colocam na excelência, mas deve agradar os fãs de jogos do gênero e também os leitores de quadrinhos, que tem a oportunidade de controlar seus heróis ou vilões favoritos em grandes combates.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Crítica – Need for Speed: Hot Pursuit


Henrique Jacob
Criada em 1994, a série Need for Speed é uma das mais aclamadas franquias de jogos de corrida por sua alta velocidade e pela variedade de veículos esportivos.  Lançado em 2010, Need for Speed: Hot Pursuit foi desenvolvido pela produtora Criterion Games (Burnout), que soube explorar as mecânicas do título e introduziu algumas novidades na fórmula.
O jogo se utiliza de alguns elementos presentes na série Burnout como as cenas incríveis que mostram as batidas dos veículos com um excelente nível de detalhes e efeitos visuais, mostrando peças, pneus e outros componentes sendo quebrados ou se soltando do carro, o que vai agradar bastante o público apaixonado pelas corridas da série criada pela Criterion. O efeito de velocidade é outro fator excepcional do título que representa bem a potência e o desempenho do carro nos momentos em você está bem acima dos 100km por hora. É fácil notar as semelhanças entre Hot Pursuit e Burnout, pois o visual e a velocidade são muito parecidos em ambos, mas com missões condizentes com a proposta da franquia Need for Speed.
Os gráficos são ótimos com um alto nível de qualidade principalmente em relação aos veículos esportivos, que apresentam um visual muito bem polido e agradável sem qualquer tipo de falha. Os cenários possuem diversos detalhes com pistas muito bem produzidas e com diversos atalhos que facilitam durante as competições.
Sem um modo história, o game se divide entre as missões voltadas para os pilotos ilegais e as dos agentes da lei. O progresso em cada carreira é determinado pelo desempenho nas corridas ou perseguições, gerando pontos que aumentam seu nível após realizar algumas tarefas. Esse sistema é eficiente e conforme o jogador avança são desbloqueados novos veículos, equipamentos e algumas melhorias nos acessórios. Essa mecânica agrada e estimula a vontade de concluir mais missões para ganhar todos os itens.
A inteligência artificial dos competidores controlados pelo jogo durante as corridas demonstra certo equilíbrio com o aumento proporcional de dificuldade conforme o jogador progride no modo carreira. Os maiores desafios do jogo são encontrados nas missões em que você como policial precisa parar um único piloto dentro do tempo limite nos níveis mais avançados do game. Entretanto, há alguns problemas como o helicóptero acionado pelo jogador durante as perseguições que em alguns momentos é lento demais para jogar uma faixa de espinhos contra o corredor e às vezes solta a armadilha poucos metros antes de você passar, o que pode frustrar em alguns momentos e atrapalhar seu desempenho.
O que faz falta em Hot Pursuit é a ausência de uma cidade livre para explorar e escolher suas competições. Isso não chega a ser uma falha, pois o mapa da cidade permite definir a próxima corrida de forma simples e satisfatória, mas seria uma adição muito bem vinda que garantiria uma imersão maior como acontecia em Underground 2 e Most Wanted. Outro ponto que poderia ter sido mais explorado pela produtora é o sistema personalização dos veículos, que se limita a escolha da cor do carro. A pouca quantidade de modelos no início do game também poderia ter sido repensada. Apesar disso, conforme o progresso do jogador são liberados diversos esportivos de marcas conhecidas como BMW, Porsche e Mercedes. A principal ausência é a Ferrari no acervo de automóveis disponíveis.
No geral, o sistema de controles é ótimo e eficiente permitindo ao jogador conduzir o automóvel com muita facilidade. Os acessórios dos pilotos e da polícia podem ser acessados facilmente com apenas um toque no botão do item desejado para que a ação se desenrole rapidamente e sem qualquer tipo de atraso na maioria das vezes. Entre os equipamentos disponíveis estão faixas com pregos, bloqueador de radar, EMP (arma que dispara ondas eletro magnéticas que destroem componentes do motor dos adversários), turbo utilizado pelos pilotos, bloqueio policial e apoio de helicóptero para os agentes da lei.
A trilha sonora é bem diversificada com o uso de músicas de diferentes gêneros como rock, eletrônica e pop. O áudio e os efeitos sonoros dos veículos são excelentes e representa com certa fidelidade os sons emitidos pelos esportivos de luxo, contribuindo para aumentar a imersão do jogador.
O modo online é competente com suporte a oito jogadores e apresentam os modos Race e Hot Pursuit, similares aos do modo single-player. O principal feito da Criterion é o Autolog, uma espécie de rede social que registra seu desempenho durante as corridas presentes no modo carreira e compara com os demais jogadores, permitindo que você tente bater o tempo de seus amigos em determinada pista. Além disso, o recurso permite que o jogador compartilhe informações no seu mural.
Com versões para PC, Wii, Xbox 360 e Playstation 3, Need for Speed: Hot Pursuit melhora em alguns pontos a franquia com boas novidades, como o Autolog e as batidas no estilo Burnout. Sem dúvida, o game é uma ótima opção para quem gosta de jogos de corrida com muita velocidade e um bom nível de desafio.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Crítica – Mortal Kombat 9

Cristiano Almeida

Idealizada pela dupla Ed Boon e John Tobias, a franquia Mortal Kombat sempre foi caracterizada pela premissa extremamente violenta. Sucesso na década de 90, a série chegou ao nono jogo, retornando ao 2-D tradicional e utilizando renderização em 3D. Além disso, o título estreou com 26 personagens no total, conteúdo para download (que inclui personagens como Rain, Skarlet e até Freddy Krueger), novos fatalities, sistema de combos e golpes.  

A trama do game emprega a viagem no tempo para justificar o enredo. Assim, o deus do trovão Raiden avisa a sua versão do passado sobre o desfecho dos torneios Mortal Kombat. Com isso, ele parte para solucionar o problema e ainda salvar o Planeta Terra. A opção narrativa permite que o jogo retorne aos três primeiros episódios e traga de volta os lutadores da trilogia original. Alheio a isso, quem jogar a versão de PlayStation 3 tem a possibilidade de controlar Kratos, protagonista da série God of War. Enfim, nada melhor que a brutalidade do espartano encontrando a violência dos guerreiros de Outworld.

A parte gráfica é extremamente eficiente na apresentação dos lutadores. O emprego da tecnologia Unreal Engine proporciona vários detalhes nas roupas e, principalmente, no corpo dos combatentes, que, à medida que são golpeados, têm suas peles rasgadas, exibindo hematomas. Com relação aos cenários, a técnica também consegue agradar, usando elementos animados, efeitos de luz e detalhes que tornam o game visualmente fantástico.

Contudo, somente o visual não seria suficiente para sustentar o jogo. É aí que entra uma das principais inovações, o ataque Raio-X. Nele, uma barra de energia na parte inferior da tela vai enchendo, quando está completa possibilita a aplicação de uma série de golpes, que mostram o esqueleto do adversário sendo rachado no impacto ou um órgão atingido pela sequência. Tudo isso, de maneira fácil de executar, sem uma mirabolante combinação de botões. Cada lutador tem um ataque diferente, assim como a maneira de executá-lo, ou seja, alguns são acionados quando atacam, outros quando defendem.

Nos modos de jogo, o título tem o estilo Arcade e também o História. Essa é uma opção bem bacana, pois permite o controle de um lutador por capítulo do enredo. Assim, são explicados por meio de cenas de animação os eventos que ocorrem entre Mortal Kombat 1 e 3. O modo também possibilita o destravamento de personagens secretos, como o Cyber Sub-Zero (a versão robótica do guerreiro do gelo). Para completar o modo offline, há o combate entre duplas, caracterizado pela alternância entre lutadores e a realização de combos em parceria, algo semelhante ao jogo Marvel vs. Capcom.

Já no modo online ocorrem partidas normais ou duelos valendo posição no ranking, com a possibilidade de se jogar sozinho ou em dupla. Na versão King of the Hill, vários jogadores podem fazer fila e assistir aos duelos enquanto aguardam a própria vez. Igualmente ao modo fechado, essa opção admite jogar a partida com um amigo.

Além dos diferentes modos, o game traz muito conteúdo extra, que inclui roupas, fatalities adicionais, músicas, artes conceituais e até o Dan "Toasty" Forden, aquele sujeito que aparece do nada no cantinho da tela e grita “Toastyyy”. Seguindo, há quatros minigames que tem como premissa o teste das habilidades:

  • Test Your Might – aqui o lutador deve acumular o máximo de força para quebrar objetos;
  • Test Your Strike – teste de precisão;
  • Test Your Sight – aqui o objetivo é achar o item escondido;
  • Test Your Luck - um confronto cheio de condições imprevistas que pode reduzir sua força, aumentar a defesa, virar a tela de ponta cabeça, apagar as luzes da fase ou arrancar as cabeças do lutadores.

O título ainda tem a Challenge Tower, opção que entrega centenas de pequenos desafios a serem vencidos. As moedas conquistadas neles permitem a compra de conteúdo extra e novos minigames do tipo detalhado acima.

Mortal Kombat 9 entra na galeria dos jogos essenciais para os fãs dos games de luta. A decisão de retornar ao modelo original foi acertada, e a inclusão de tantas possibilidades - como o ataque Raio-X e os novos personagens - só fizeram desse nono título uma versão singular de uma franquia já diferenciada.

sábado, 17 de novembro de 2012

Crítica – Lego Star Wars III: The Clone Wars


Henrique Jacob
A franquia de jogos com os bonecos da Lego apresenta novamente o universo de Guerra nas estrelas, só que agora contando a história das duas temporadas da animação Star Wars: The Clone Wars, que como o próprio nome diz retrata as guerras clônicas que ocorrem entre o segundo e o terceiro filme da nova trilogia.
Cada missão é baseada em um episódio do desenho e retrata com algumas modificações os acontecimentos mais importantes. Uma das novidades é que possível realizar algumas fases do modo história somente com os clones. Essa ideia foi ótima, por explorar as habilidades e armas de cada um deles e fugir do tradicional uso dos Jedis. Entre os clones é possível escolher aqueles que usam metralhadoras, armas comuns, bombas e até os que utilizam um aparelho com freqüência de rádio para dar ordens aos outros companheiros de equipe.
A produtora Traveller’s Tales manteve novamente a fórmula de sucesso dos jogos anteriores da série, com muito humor nas CGs (cenas não interativas) e uma jogabilidade simples que agrada o público casual e as crianças. Além de garantir um bom divertimento, principalmente quando se joga com duas pessoas.
Uma novidade bastante interessante do título são as missões típicas de games de estratégia, onde você tem que conquistar o território inimigo e construir instalações para aumentar o número de clones ou droids, canhões e veículos no campo, com o objetivo de proteger as bases conquistadas e adquirir as demais. Além de ser uma ótima adição a fórmula que praticamente se manteve inalterada desde o primeiro título da série, os combates se utilizam de diversos elementos e são bem divertidos. Entretanto, essa novidade só está disponível em poucas fases da campanha principal, algo que poderia ter sido mais explorado durante o jogo pela produtora, pois é uma ótima forma de mostrar alguns dos momentos existentes na guerra dos Clones.
Apesar disso, o jogador poderá aproveitar melhor essa inovação no modo Assault, que basicamente consiste em cumprir um determinado objetivo como destruir todas as bases inimigas, o centro de comando ou construir um pod de fuga. Também é possível escolher e realizar missões de ambos os lados da guerra, controlando os Separatistas e os Membros da República. O melhor dessa modalidade é o seu nível de dificuldade maior em relação ao modo história, porque as missões exigem que o jogador realize a tarefa em um determinado tempo, que às vezes é muito pequeno para conquistar as bases necessárias para concluir a missão.
Os gráficos são bonitos dentro do que já foi visto na série e apresentam efeitos de luz e sombra com maior realismo. Os cenários se tornaram maiores e possuem uma grande gama de detalhes, principalmente nas missões de estratégia em tempo real. Porém, a taxa de quadros tem algumas quedas nessas fases quando se tem muitos inimigos na tela. Isso não chega a prejudicar, mas incomoda um pouco e tira o brilho desses ótimos estágios.  
Uma novidade interessante do game foi o hub (menu) que deixou de ser um bar e passou a ser uma nave gigante chamada Resolute. Nela, somente os membros da República podem andar livremente, sem ser atacados pelo sistema de defesa ou por outros personagens. Os jogadores também podem comprar personagens, naves, veículos e acessar missões nesse lugar.
Para adquirir os Siths, Droids e Caçadores de Recompensa é necessário voar até a nave Separatista que está ao lado da Resolute. Além disso, nesse lugar existem missões específicas para os caçadores, em que o jogador deve encontrar determinado personagem antes que o tempo acabe. Essas fases usam os mesmos cenários do modo história com pequenas alterações e a dificuldade para encontrar os personagens não é muito grande, algo que poderia ser melhorado no próximo título com uma maior variedade nos objetivos.
A trilha sonora é a mesma dos filmes e foi muito bem utilizada durante as missões, realçando os momentos importantes da história da série animada. Os efeitos sonoros das armas, canhões e dos sabres de luz também foram bem feitos.
No geral, Lego Star Wars III: The Clone Wars consegue renovar em alguns pontos a série, mas mantém a fórmula praticamente inalterada ao longo dos anos. O game só vale a pena se você é apaixonado pelo universo de George Lucas ou se gostou dos jogos anteriores do Lego baseados na obra cinematográfica.

sábado, 3 de novembro de 2012

Crítica – Pro Evolution Soccer 2013

Cristiano Almeida

Todo ano a disputa no mundo do futebol virtual fica acirrada com a concorrência entre as franquias PES e FIFA. Com o lançamento de Pro Evolution Soccer 2013, a Konami tenta corrigir alguns erros das edições anteriores e apresentar algo a mais para superar sua adversária.

Nesta versão, o game aposta em um controle que se aproxime mais do futebol real. Sendo assim, não é mais possível ir de uma área a outra com poucos toques ou ter uma vantagem absurda com um dos vários craques do jogo. É claro que certos jogadores tem superioridade sobre outros, mas a disputa está mais equiparada. Nesse sentido, a inteligência artificial da defesa melhorou, assim como as disputas por bola no alto.

Contudo, a inserção de um controle melhorado não significa que o jogo está livre de imperfeições, pois ainda há momentos em que as partidas ficam muito “artificiais”, com a falta de uma resposta instantânea entre o comando do jogador e a ação, goleiros pouco seguros e chutes que fogem um pouco da mecânica real.

O quesito gráfico ainda peca no detalhamento dos jogadores, porque alguns não se parecem em nada com os futebolistas de carne e osso. Isso pode ser conferido, principalmente, em close-ups produzidos nas comemorações ou durante advertências do juiz. A movimentação também repete problemas dos outros títulos, sendo travada em algumas ocasiões.

Um ponto interessante é a adição de treinos na Master League, da Copa Libertadores da América e também dos estádios do Morumbi e da Vila Belmiro. Outro fator é que a primeira divisão do futebol brasileiro tem presença garantida, sendo composta pelo elenco real, embora não esteja totalmente atualizada. Para completar há ainda comemorações características dos jogadores, narração de Silvio Luís e comentários de Mauro Betting.

A parte sonora tem bons momentos com o grito das torcidas e a animação nos momentos de ataque. O problema ocorre na narração citada acima, pois acontecem atrasos entre a descrição da jogada e o fato em si. Um exemplo é quando um jogador já levou cartão amarelo e o locutor ainda está detalhando o lance.

Na interação, os menus tiveram adições que acabaram complicando o entendimento. Assim, um jogador novato precisará se adaptar as várias telas de configuração para disputar a partida em si. Para os veteranos, a proposta é interessante, já que permite melhorar os fundamentos dos jogadores.

Enfim, a nova edição de PES melhorou em alguns pontos, mas ainda apresenta problemas gráficos e inovações tímidas. No entanto, a desenvolvedora tem escutado os fãs da franquia para melhorar a cada novo título, e, certamente, receberá um feedback deste jogo indicando os pontos falhos. Com isso, a concorrência pelo melhor jogo do futebol virtual segue e quem ganha somos nós, jogadores.

domingo, 28 de outubro de 2012

Crítica – Prince of Persia: The Sands of Time


Henrique Jacob
A aclamada série Prince of Persia foi criada por Jordan Mechner em 1989 e inicialmente tinha como características a progressão lateral e um alto nível de dificuldade. Após uma tentativa mal-sucedida para um novo jogo em 3D, a Ubisoft adquiriu os direitos da franquia e investiu pesado para desenvolver Prince of Persia: The Sands of Time, contando com o apoio do criador da série.
Na trama, o protagonista e seu pai, o rei Shahraman, invadem a Índia com a ajuda de Vizier com o objetivo de derrotar o marajá. Durante o ataque, o príncipe encontra a adaga do tempo e a Ampulheta do Tempo. Após prender a filha do marajá, Farah, Prince é enganado por Vizier e acaba cravando a adaga do tempo na ampulheta, com isso todas as pessoas do lugar se transformam em monstros de areia, incluindo o rei Sharaman. Os únicos não afetados são o príncipe, Farah e Vizier, que deseja unir os dois artefatos para conseguir a vida eterna. Com isso, o protagonista se une a jovem para conseguir encontrar uma forma de reverter os acontecimentos e impedir os planos do vilão.
A trama é simples e poderia ter algumas reviravoltas principalmente no final. Apesar disso, o enredo é bom e consegue prender a atenção do jogador, por narrar os acontecimentos e explorar a personalidade do príncipe e também por mostrar sua relação com Farah, que resulta em ótimos e divertidos diálogos.
Como a história é contada e diversos elementos do título reforçam a ideia de estar em uma aventura inspirada em contos. Um exemplo são os momentos em que o jogador salva o jogo, em que Prince entra num campo de energia e após salvar diz que continuará a história a partir daquele ponto na próxima vez ou nos momentos em que o personagem morre e ele diz que não foi desse jeito que aconteceu. Isso é muito legal e dá um ar descontraído e divertido para o enredo, aumentando a imersão. A única ressalva é a forma escolhida para o protagonista recuperar sua energia, em que o príncipe precisa beber água. Todas as vezes que o jogador for realizar essa ação vai presenciar uma cena bonita com uma música ao fundo. A ideia é boa, mas pode prejudicar em alguns momentos, principalmente quando muitos inimigos estiverem ao seu redor, já que o título não permite que o personagem beba se eles estiverem próximos do protagonista.
Os gráficos foram muito bem produzidos com diversos detalhes nos personagens, cenários e objetos. Principalmente, os momentos em que o príncipe está lutando dentro do palácio mostram uma riqueza de detalhes impressionante. A escolha dos tons de cores para o jogo é inspirada no universo persa, mas com toques de fantasia típicos de uma aventura da literatura como As Mil e uma Noites. No visual, o game procurou por tons claros que realçam essa sensação.
Em relação à jogabilidade, o título é bem desenvolvido e agrada por permitir realizar diversos movimentos com muita eficiência, sem ocorrer erros ou bugs. O jogador terá que realizar acrobacias, pular, andar pela parede e dar cambalhotas para avançar nos cenários e fugir das armadilhas que estão por todo o palácio. Uma das melhores coisas do jogo é o poder da Adaga do Tempo, que permite retornar alguns segundos no tempo para evitar uma queda ou um ataque.
O controle nos combates é diversificado e permite diversos combos até utilizando os cenários para ganhar impulso para golpear os inimigos. Um dos problemas é que se o personagem for cercado pelos adversários tem grandes chances de sofrer alguns golpes, porque eles irão tentar impedir que o protagonista fuja. Isso aumenta o desafio do game, mas pode frustar jogadores iniciantes.
Um dos problemas do jogo é pouca variedade de inimigos, que aparecem diversas vezes durante a aventura. Outra limitação é o fato de Farah prejudicar em alguns momentos a movimentação. Não existe nenhum tipo de bloqueio para impedir que ela acerte uma flecha no protagonista e muitas vezes isso acaba atrapalhando um ataque. Apesar disso, o título não é difícil, os únicos momentos com maior dificuldade são a luta do príncipe contra seu pai e a batalha no elevador. Até o combate final contra Vizier é fácil e não exige muito do jogador.
Já a câmera é funcional na maior parte do tempo, mas em alguns momentos durantes os combate ela se posiciona em ângulos nada favoráveis, como atrás de objetos, dificultando a visão do jogador. Apesar disso, é possível mudar com o analógico direito a posição dela e até apertar um botão para ter uma visão superior do lugar, que se mostra muito útil nos puzzles.
A trilha sonora é ótima e apresenta melodias compatíveis com a região em se passa o jogo, repleto de instrumentos com sons diferentes e típicos do lugar. A parte sonora consegue realçar os momentos da trama e agrada por exaltar o clima de As Mil e uma Noites.
Lançado em 2003 para Playstation 2, Game Cube e Xbox, Prince of Persia: The Sands of Time também ganhou uma versão remasterizada em alta definição para os consoles da atual geração. O game é uma boa opção para quem deseja um bom jogo de aventura, porque possui uma ótima jogabilidade, gráficos bonitos e um enredo simples e de qualidade.

sábado, 20 de outubro de 2012

Crítica - Killzone

Cristiano Almeida

Com a proximidade do lançamento de Killzone Trilogy, pacote que reunirá os três jogos da série, nada melhor do que relembrar Killzone, game que deu início a franquia no Playstation 2, e agora será relançado exclusivamente para o Playstation 3 em versão remasterizada em alta definição.

Desenvolvido pela Guerrilla Games, Killzone é um jogo de tiro em primeira pessoa, que apresenta o combate entre humanos e helghast, uma raça semelhante às pessoas, que colonizou o planeta Helghan há muito tempo. Devido às condições adversas do planeta, os helghast tiveram que se adaptar e não são mais considerados humanos, pois possuem melhorias de força, rapidez e resistência. Para transitar pela Terra, eles usam uma máscara de gás e um tanque que reproduz o ar encontrado em seu planeta. Além das características citadas, eles possuem um ódio irracional pela humanidade, apesar de haver entre eles um pequeno número de mestiços de seres humanos e helghast.

A trama é ambientada em uma época que o Império Helghast se recuperou da derrota na Primeira Guerra Helghan. Quando a raça alienígena lança um ataque contra a Aliança Interplanetária e Estratégica, a I.S.A., o jogador assume o comando do capitão Jan Templar, que juntamente com seus soldados, são enviados para encontrar a base de operações da I.S.A.

Além do capitão Templar, o decorrer da trama possibilita o controle de outros personagens como “Shadow” Marshal Luger, uma perita em operações secretas, o sargento Rico Velásquez e o Coronel Hakha, um mestiço, que passa para o lado dos humanos.

No quesito gráfico o game tem um dos seus pontos positivos, com ótimos cenários e caracterização de personagens, principalmente no que se refere aos helghasts. Armas e veículos também são bem desenvolvidos e o contraste da iluminação contribui para uma atmosfera adequada aos confrontos.

Em determinado momento da narrativa, uma possibilidade interessante é a alternância entre o controle do personagem ou o comando de um robô de combate. Assim, você assume a visão em primeira pessoa do veículo e dispara com poderosos canhões duplos. Esse efeito é ampliado pela “tremida” no controle, que causa uma sensação mais realista a cada série de disparos, e também pelo vidro de proteção do robô, que conforme é atingido, vai quebrando, o que dificulta a visão.

O modo offline apresenta a versão para um jogador e também o jogo em dupla, com até 14 bots (inimigos controlados por inteligência artificial), 6 gamemodes (espécie de objetivos a serem jogados), e duas equipes (I.S.A. e Helghast).

A capacidade do modo online é para até 16 jogadores, com bastante semelhança ao modo normal, 8 mapas baseados nos cenários da campanha principal e combates que permitem o uso de todas as armas encontradas na campanha offline, exceto o laser designator e a faca. Esse modo apresentou problemas nas versões americanas e europeias, sendo que a primeira recebeu duas atualizações via download para consertar os erros.

A boa trama e os excelentes gráficos já tornavam Killzone uma ótima opção para os usuários do Playstation 2. Agora, com a remasterização em HD para Playstation 3, deve ser presença obrigatória na prateleira.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Crítica – Assassin’s Creed: Revelations


Henrique Jacob
A série Assassin’s Creed é uma das maiores franquias da Ubisoft atualmente. Após três jogos de sucesso, dois estrelados pelo protagonista Ezio Auditore e um pelo assassino Altair ibn La-Ahad, a produtora apresenta o desfecho das histórias de ambos os personagens em um único título.
Desenvolvido pela Ubisoft Montreal, a trama de Assassin’s Creed: Revelations se passa em 1511 d.C. e mostra o personagem Ezio mais velho em sua busca para encontrar os segredos escondidos pelo seu lendário antepassado Altair na cidade de Maysaf, antigo lar da ordem dos Assassinos. Após um ataque templário, o protagonista se dirige para Constantinopla, capital do Império Otomano, com o objetivo de encontrar as chaves escondidas pelo explorador Nicolau Polo e impedir que os Templários coloquem as mãos no artefato escondido intitulado Apple of Eden. Já no tempo atual, Desmond Miles que está utilizando a máquina Animus para reviver as lembranças de seus antepassados Ezio e Altair, acaba ficando preso na máquina e conhece o Subject 16, outro usuário que acabou ficando preso definitivamente nesse mundo.
A história produzida por Darby McDevitt é muito bem desenvolvida e consegue mostrar os diferentes acontecimentos na vida dos antepassados de Desmond Miles, continuando a trama dos jogos anteriores com muita ação, mistérios e algumas surpresas. O jogo alterna muito bem entre um personagem e outro, sendo que a maioria do tempo, o jogador irá controlar o personagem Ezio na cidade aberta com o objetivo de localizar cada uma das chaves para encontrar o artefato com poderes místicos. O final também surpreende com algumas revelações sobre a Apple of Eden e sobre o mundo.
Os gráficos foram muito bem desenvolvidos com um bom nível de detalhes na cidade e nos personagens. Além disso, possui excelentes efeitos de luz e sombra, principalmente nos momentos em que Ezio está procurando as chaves nos lugares escondidos da cidade. As cenas de perseguição nesses lugares fechados são as melhores imagens da gameplay e também contam com as mais bonitas cenas não interativas do título. Outro detalhe que mostra a evolução gráfica da série são os ótimos detalhes nas feições dos personagens, principalmente no nível de detalhes nos olhos e na movimentação do rosto que parece mais real e evoluiu muito desde o primeiro título da franquia.
A jogabilidade foi aprimorada com algumas adições interessantes, como a lâmina em forma de gancho de Ezio que permite ao jogador deslizar por cordas e fios nos telhados da cidade para ganhar tempo e avançar no cenário. Essa lâmina também facilita para que o personagem alcance locais mais altos e de difícil acesso. Os comandos praticamente se mantêm os mesmos com poucas novidades, melhorando alguns pontos bem sucedidos da franquia.
O game apresenta diferenças na jogabilidade de cada personagem. Ezio é o mais tradicional de todos e pode explorar toda a cidade realizando missões secundárias, comprando roupas e armas, e restaurando diversos prédios e comércios para gerar lucro. A movimentação do personagem está muito realista nos momentos em que pula e anda misturado no meio do povo, mostrando como a série melhorou nesse quesito.
Entre as novidades do novo título estão à possibilidade de criar suas próprias bombas, escolhendo diversos itens para fabricá-las e podendo até produzir diferentes tipos de efeitos como gás, mais barulho e maior alcance de inimigos. Além de ser divertida, a inovação agrada muito pela liberdade na criação e por contar com uma boa quantidade de mesas para criá-las na cidade.
Outra novidade é o mini-game tower defense que em o jogador deve defender os esconderijos dos assassinos. Nesses momentos, os controles mudam completamente e adotam um estilo semelhante a jogos de estratégia. Ezio fica em cima de um telhado e pode definir em que ponto vai colocar atiradores e em que local da rua vai construir barricadas para atrasar os Templários. A ideia é boa, mas chega a ser cansativo ter que realizar essa missão diversas vezes, principalmente pelo fato das habilidades de Ezio não serem utilizadas nem um pouco e por esse modo possuir diversas limitações na jogabilidade.
Altair só pode ser utilizado após o jogador encontrar uma das chaves e o personagem só pode ser utilizado nessas fases que apresentam as lembranças do assassino. As diferenças na forma que você controla ele só mudam quando o jogador estiver encontrando as últimas chaves e revivendo as lembranças em que o personagem já está com muita idade.
Já Desmond pode ser controlado pelo jogador na área de trabalho do Animus, mas a maior novidade são as fases especiais desbloqueadas conforme o número de dados que o jogador encontrou no mundo aberto. Essas missões diferem totalmente da mecânica tradicional da série. Com uma visão em primeira pessoa, o protagonista deve avançar por um caminho estranho cheio de plataformas e buracos. Para isso, é necessário construir pontes que podem variar entre retas, aclives ou declives. Essa parte exige certo nível de estratégia, pois existem diversos obstáculos como campos de energia que destroem suas criações e outros que conduzem elas para determinada direção. A ideia é boa, mas exige um pouco de paciência do jogador para finalizar todos os desafios, principalmente pelo fato de muitas vezes uma ação sua não ser realizada da maneira pretendida.
A trilha sonora não apresenta muitas novidades, mas consegue agradar por utilizar melodias que realçam os momentos importantes da trama. Os efeitos de áudio também foram muito bem feitos com diversos barulhos e sons, como o da lâmina de Ezio, das pessoas falando na cidade e diversos outros detalhes que contribuem para uma maior imersão.
O modo multiplayer online não traz muitas novidades, apenas algumas melhorias no que já foi visto em Brotherhood. O jogador pode escolher entre diversas armas, comprar novas habilidades e realizar diversas missões em grupo. Uma das novidades é possibilidade de personalizar o seu assassino, mudando sua roupa, acessórios e até alguns golpes do seu personagem. Os modos disponíveis são Wanted, Corruption, Assassinate e Steal the Artefact.
As legendas em português também foram muito bem feitas, sem erros de ortografia e sem atrasos na visualização. A iniciativa da Ubisoft de traduzir o jogo para o nosso idioma foi ótima e mostra a preocupação da produtora e a importância que o mercado brasileiro conquistou nos últimos anos.
O game mantém a formula de sucesso da série e apresenta algumas novidades para dar mais fôlego a franquia. O título conta com uma ótima história e uma boa jogabilidade que agrada tanto os veteranos quanto os novatos. Sem dúvida, Assassin’s Creed: Revelations é uma ótima opção para quem deseja um bom jogo de ação.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crítica – Call of Duty: Modern Warfare 3

Cristiano Almeida

A série Call of Duty é uma das grandes franquias de jogos de guerra. Com desenvolvimento da Activison, os títulos são fortes concorrentes da série Battlefield, e a cada lançamento trazem uma experiência única para os jogadores. Call of Duty: Modern Warfare 3, o oitavo da série Call of Duty e o terceiro de Modern Warfare, coloca os soldados em um confronto que passa por Londres, Paris, Nova York, entre outros lugares.

A trama começa imediatamente depois dos eventos de Call of Duty: Modern Warfare 2, na qual a Rússia continua a invasão em solo americano e ampliou a ofensiva em países europeus. Ou seja, a Terceira Guerra Mundial foi declarada e caberá a você e seus companheiros lutarem por seu país.

No começo do jogo você é informado que o russo ultranacionalista Vladimir Makarov, que regressa como antagonista, é perigoso e precisa ser capturado. A partir daí as missões seguem por uma história cinematográfica, com helicópteros sendo abatidos, invasões em submarinos ou implantação de explosivos em uma base inimiga.

No modo solo o jogador assume o papel de vários personagens na campanha, o que atribui perspectivas diferentes da história e, obviamente, objetivos diferentes para cada momento. Para um jogador experiente esse modo por ser concluído em menos de seis horas. Já um iniciante terá mais dificuldades, pois o game sempre foi caracterizado pela adoção de estratégias para a conclusão das missões. Sendo assim, é preciso planejar e não somente sair atirando nos inimigos.

O modo multiplayer não apresenta muitas inovações. As versões team deathmatch, demolition e hardcore voltam e funcionam da mesma forma que antes. Para não ficar sem mudanças, os desenvolvedores melhoraram o sistema de recompensa Killstreaks (quantidade de inimigos mortos em sequência). Assim, os jogadores podem optar por três pacotes diferentes. São eles:

  • Assault: para o jogador que consegue eliminar o time adversário rapidamente. As recompensas são mísseis ar-terra, drones de ataque, entre outros equipamentos, que aumentar o poder de fogo e consequentemente o número de vítimas;
  • Support: é um pacote de modo defensivo. Como recompensa o jogador ganha sondas de reconhecimento, metralhadoras montadas e ferramentas que auxiliam toda a equipe;
  • Specialist: voltado para o jogador tático em vários tipos de jogos. Quando o personagem consegue atingir uma quantidade de inimigos mortos, os killstreaks liberam mais perks (habilidades). Cada jogador começa com três perks, que são selecionadas na hora de criar a classe, e quanto mais tempo você vive mais habilidades ganha. Esse modo é o mais indicado para os jogadores experientes da franquia.

Além dos modos campanha e multiplayer, o game oferece o modo Spec Ops em duas versões. Na primeira, os jogadores disputam partidas cooperativas como em Modern Warfare 2. Já na segunda, o objetivo é sobreviver a ataques inimigos por todos os lados do mapa.

A parte gráfica do game é bastante eficiente, com excelente simulação dos ambientes urbanos e das características de uma guerra. Impressiona também a utilização dos efeitos de sombra e de iluminação. A movimentação dos personagens também não deixa a desejar, com direito a comandos de guerra simulados pelos personagens.

O áudio recria bem as explosões e sons de tiros, acompanhado por uma ótima trilha sonora. Composta por Brian Tyler, a trilha foi gravada por uma orquestra sinfônica, o que causa um impacto muito maior. Outro aspecto interessante é a presença de atores como Tobey Maguire e Bill Muray na equipe de dublagem.

Os produtores do jogo acrescentaram ao título a rede social/serviço Call of Duty Elite, que apresenta estatísticas do comportamento dos jogadores nas partidas. Com ela, você pode ver quantos tiros foram certeiros, quantos erraram o alvo, as partes do mapa onde mais foi atacado, criação e manutenção de clãs, entre outras análises. Também é possível adicionar amigos de outras redes. Por exemplo, se você joga a versão de PS3 e seu amigo a de Xbox 360 é possível comparar o desempenho de cada um.

Call of Duty: Modern Warfare 3 pode deixar os jogadores mais fiéis ao título um pouco decepcionados por não trazer muitas mudanças. Porém, o importante é que todos os elementos que fizeram da série um grande sucesso estão presentes em uma história digna de um filme de guerra.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Crítica – Batman: Arkham City


Henrique Jacob
O primeiro do jogo da série, Batman: Arkham Asylum, conseguiu ser um marco nos games baseados em super-heróis por contar com controles, gráficos e uma história muito bem desenvolvida. Após dois anos, a produtora Rocksteady lança Batman: Arkham City com promessas de melhorar ainda mais os combates e contar com um mundo aberto para explorar. A desenvolvedora conseguiu cumprir todas as promessas e ainda apresentou uma história mais complexa e repleta de personagens conhecidos.
Na trama, o prefeito da cidade decide cercar um trecho de Gotham para manter diversos criminosos presos. Essa cidade-prisão é comandada pelo Doutor Hugo Strange, um cientista cruel que sabe a verdadeira identidade do Batman. Bruce Wayne é contra esse projeto do prefeito e no meio de uma coletiva de imprensa acaba sendo preso e levado pela equipe TYGER, que trabalha para Strange. Após conseguir escapar, o herói decide salvar a Mulher-Gato das mãos do Duas-Caras e começa sua investigação para descobrir o que seria o Protocolo 10 que Strange estaria planejando. Ao mesmo tempo, o Cavaleiro das Trevas tem que encontrar o antidoto para a doença de Coringa, pois somente com isto ele conseguirá salvar a cidade que está contaminada com o sangue do vilão.
O roteiro desenvolvido pelo escritor Paul Dini consegue superar o enredo do primeiro jogo com uma trama mais complexa, cheia de reviravoltas e muitas histórias paralelas, envolvendo grandes personagens do universo do Homem-Morcego, entre eles estão Charada, Pinguim, Hugo Strange, Bane, Chapeleiro Louco, Coringa, Ra's Al Ghul, Duas Caras, Mulher-Gato, Senhor Frio e Hera Venenosa. O desfecho da trama também é excepcional com uma surpreendente revelação antes do combate final. Um dos pontos negativos da trama é o fato dos aliados Robin e Mulher Gato não serem muito bem aproveitados na história, principalmente o menino prodígio que aparece em uma única cena para salvar o herói. Isso poderia ter sido mais explorado pela produtora, já que esses personagens são jogáveis.
A jogabilidade que já era ótima ficou excepcional com diversas melhorias, como mais opções de combos e golpes. Os movimentos também ficaram mais fluidos tornando os combates mais ágeis e divertidos. O personagem agora conta com mais equipamentos e consegue planar por mais tempo, podendo até ganhar velocidade após realizar todos os treinamentos. Um dos grandes destaques de Arkham City é controlar a Mulher Gato para explorar a cidade. Os comandos são praticamente os mesmos com os dois personagens, a diferença é como eles reagem com seus movimentos e os seus equipamentos. Ambos possuem itens próprios e cada um tem troféus do Charada específicos para coletar.
A Mulher Gato impressiona por atacar e se movimentar de forma mais ágil, o que garante um ótimo desempenho durante os combates. A sua história paralela é interessante, apesar de ser muito curta. Apesar de contar com a possibilidade de baixar os personagens Robin e Asa Noturna, o jogador não poderá utilizá-los para explorar a cidade, eles somente podem ser usados no modo para enfrentar hordas de inimigos. Ambos os heróis contam com uma jogabilidade que fica no meio termo entre a do Batman e a da Mulher-Gato, misturando um pouco da velocidade da felina com a força do Homem-Morcego.
Sem dúvida, algo muito interessante utilizado no primeiro jogo e também em Arkham City foram as telas de game over, em que um dos vilões aparece dizendo alguma frase bem humorada para eliminar o Homem-Morcego. Vale a pena até deixar o herói morrer algumas vezes só para ver a aparição de cada um dos vilões.
Na parte sonora, o jogador não vai ter o que reclamar, porque Arkham City possui boa parte da excelente trilha sonora do primeiro jogo e algumas novidades, que ampliam e ajudam na imersão do título. A dublagem também continua muito boa com as já tradicionais falas de Mark Hamill como Coringa e Kevin Conroy como Batman. A dublagem do vilão Pinguim também está ótima com a interpretação do ator Nolan North dando vida ao perigoso criminoso.
Os gráficos do título superam em qualidade Arkham Asylum e contam com diversos detalhes nos cenários, personagens e roupas. O mais impressionante é planar em Arkham City e não ver nenhum serrilhado na cidade. Os cenários também estão muito bem representados, mostrando algumas localidades que aparecem nos quadrinhos, como os esconderijos de alguns vilões.
Uma das melhores coisas de Arkham City é a quantidade de missões e tarefas para realizar que contribuem para uma gameplay mais longa, fazendo o jogador explorar diversos cantos da cidade para encontrar itens, impedir crimes e solucionar assassinatos. O modo para enfrentar hordas de inimigos retorna com mais estágios e com um ranking online para registrar o melhor desempenho.
As legendas e menus em português também estão muito bem traduzidos, sem erros de ortografia e ajudam bastante os jogadores que não entendem muito o idioma inglês. Batman: Arkham City é um excelente jogo baseado no herói e evolui a ótima fórmula desenvolvida em Arkham Asylum. O game é uma das melhores opções para todos os jogadores.

sábado, 22 de setembro de 2012

Crítica - Mortal Kombat vs. DC Universe

Cristiano Almeida

A ideia parecia inusitada. Fazer um crossover entre os maiores heróis da DC Comics e os brutais lutadores de Mortal Kombat. Com desenvolvimento da Midway, empresa que na época precisava de um grande sucesso, o game explora características de ambos os universos, mas também corta elementos marcantes, principalmente da série Mortal Kombat, que aqui perde os famosos fatalities.

O enredo é centrado na fusão de dois mundos, Universo DC e Outworld, e no desaparecimento de vários heróis e lutadores. Desse modo, cada lado enxerga o outro como invasor, sendo Batman o líder da parte DC e Raiden o comandante dos guerreiros de Mortal Kombat. Eles e seus companheiros transitam entre os mundos para tentar descobrir o mistério por trás da fusão e salvar seus respectivos universos.

Quando falamos do Universo DC, nos vêm à cabeça, entre outros heróis, a figura do Super-Homem e sua incrível força. Aí pensamos: “não tem lógica ele enfrentar os guerreiros, pois ele é imensamente mais forte”. Bem, a Midway pensou nisso e para quem conhece quadrinhos sabe que o Homem de Aço tem vulnerabilidade à magia, portanto como os poderes dos guerreiros de Mortal Kombat são baseados nesse fator, ele entra com habilidades equiparáveis aos habitantes de Outworld.

Você pode optar entre 22 personagens jogáveis e escolher um dos lados para defender.  Os personagens incluem heróis e vilões, logo temos as presenças tanto de Batman e Liu Kang, como de Lex Luthor, Coringa e Kano. Cada jogador é protagonista de um capítulo e no fim e substituído por um novo lutador. Dependendo de sua escolha, a perspectiva é diferente. Assim, ao terminar o Story Mode na versão de Mortal Kombat, Shao Kahn estará habilitado, caso decida seguir com os personagens DC, Darkseid será a opção. Os vilões também se juntam em um novo inimigo, o Dark Kahn, que será o chefe final do game.

Além do modo arcade, onde você passa por várias lutas até chegar ao final, o jogo acrescenta algumas particularidades para utilizar os atributos de heróis, vilões e guerreiros. Na opção Rage Power o personagem fica mais forte, quando uma barra de energia é completada, e pode quebrar combos ou anular ataques à distância, ou seja, durante esse tempo, que dura poucos segundos, o lutador estará imune ao raio laser do Super-Homem, por exemplo. O Free Fall Kombat está presente em quase todos os cenários que possibilitam quedas de grandes alturas. Aqui, os personagens lutam enquanto caem e é importante tentar chegar ao final por cima do inimigo para não se esborrachar no chão. Por fim, no Test Your Migthy o jogador usa o inimigo para quebrar várias paredes. Essa modalidade depende da combinação dos botões e não está presente em todas as arenas, pois apenas algumas têm paredes.

Os cenários do game são bem legais, trazendo versões do templo de Raiden ou de Lin Kuei e também da Batcaverna e de Metrópolis. A parte sonora mantém o estilo da franquia Mortal Kombat com músicas adequadas às batalhas e os tradicionais barulhos de soco e chutes. A caracterização dos heróis e guerreiros é fiel, embora não haja tanta qualidade gráfica nos movimentos.

A violência característica da franquia Mortal Kombat foi amenizada neste título. Então, não espere arrancar a cabeça de algum herói ou vilão, pois a DC não permitiria isso. Você terá que se contentar com uma combinação de golpes e uma finalização bem mais discreta de ambos os lados, já que a desenvolvedora optou por uma classificação etária menor.

Mortal Kombat vs. DC Universe deve agradar os fãs de jogos de luta por sua ideia de juntar os dois universos e possibilitar a escolha de qual lado defender. Porém, fica a ressalva que a diminuição da violência para os padrões dos jogadores da série Mortal Kombat, pode afastá-los, já que neste jogo os fatalities foram censurados.



Crítica - Left 4 Dead

Cristiano Almeida

Desenvolvido pela Turtle Rock Studios, empresa que desde 2008 é parte da Valve Corporation, Left 4 Dead é um game de survival horror que emprega o estilo de filmes de zumbis à la George A. Romero. Com a participação da equipe que produziu Counter-Strike: Condition Zero e a utilização da tecnologia de Half-Life 2, o jogo tem uma trama simples, mas que não deixa de ser bastante divertida.

A premissa do game inicia na Pensilvânia, depois de um surto viral conhecido como Green Flu. O indivíduo que é contaminado começa a manifestar sintomas de extrema agressão e perda de funções cerebrais, algo semelhante ao filme Extermínio. Ou seja, esqueça os zumbis lentos de Resident Evil, pois aqui eles são bem rápidos.

Apesar de ter alguns inimigos mais fáceis de matar, o jogo apresenta infectados com poderes especiais. São eles: Smoker – criatura com uma língua enorme, que ao morrer deixa uma nuvem de fumaça atrapalhando a visualização; Boomer - um gordo que lança vômito tóxico e cega temporariamente o personagem jogável, enquanto atrai hordas de  zumbis para cima do desafortunado; Hunter - zumbi muito ágil, que pula e corre por todo o cenário; Tank – o mais forte dos mortos-vivos fisicamente, ele é capaz de atirar objetos pesados nos heróis e, por fim, a Witch - o inimigo mais mortal do jogo, que ao ser atingida por luz parte para cima do jogador em uma grande fúria.

Com o cenário caótico estabelecido, a história acompanha quatro sobreviventes da infestação zumbi: Bill, um veterano de guerra, Francis, um motoqueiro, Zoey, uma estudante, e Louis, um executivo. Quando você escolhe um dos personagens para controlar, o computador se encarrega de guiar os outros três durante a aventura, que se passa em quatro ambientes: No Mercy, imediações de um hospital, Dead Air, aeroporto, Death Toll, porto, e Blood Harvest, fazenda. Nestas localidades tão distintas prepara-se para enfrentar criaturas vindas de todos os lados possíveis.

O estilo do game é tiro em primeira pessoa e o objetivo é atirar nos comedores de cérebro com pistolas, metralhadoras e espingardas ou utilizar bombas e coquetéis Molotov. Porém, não pense que é só matar os zumbis sem nenhuma estratégia. Pelo contrário, é importante trabalhar em conjunto com seus companheiros para escapar ileso e aniquilar as hordas de inimigos, que utilizam uma inteligência artificial chamada Director, posicionando-os em diferentes lugares durantes as partidas.

O modo single-player é divertido, mas o ideal é jogar com mais pessoas para explorar melhor o modo cooperativo. Você pode ver os amigos através das paredes, pois a silhueta brilha para indicar a posição, e assim pode ficar atento quando eles precisarem de socorro. Nesse caso, é preciso medicá-los antes que a energia acabe e os levem à morte, pois os movimentos e a velocidade são afetados pelos ferimentos. Sua atenção, claro, será retribuída quando acontecer o mesmo com você.

Além dos modos citados, o game tem também uma versão competitiva, que explora o estilo Versus para até oito participantes. Um grupo fica com os seres humanos e o outro com os monstros especiais. As equipes vão se revezando até o fim das campanhas defendendo seus territórios e vence quem tiver mais pontos.

O jogo tem gráficos muito bons, principalmente quando se trata dos personagens. A tecnologia empregada no game, a Source Engine, produz melhor flexibilidade de movimentos, expressão facial e sincronização de voz com movimentos labiais. Os cenários são caracterizados por ótima recriação da estrutura, ampliada pelos efeitos de luz e sombra.

Como não poderia de ser em um game de survival horror, a trilha sonora é um acompanhamento que deve aumentar o clima de tensão. Neste jogo ela faz isso e pode causar alguns sustos aos mais desavisados, com gritos de zumbis escalando muros ou saltando de telhados para surpreender os heróis.

Também com versões online para PC e Xbox 360, Left 4 Dead é um jogo que emprega ótima narrativa, aliada aos elementos marcantes dos filmes de zumbis, como cooperação entre sobreviventes, suspense e ataques surpresas. Se você curte o gênero ou só quer descontrair aniquilando mortos-vivoss, este game tem que ser parte da sua coleção.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Crítica – Batman: Arkham Asylum


Henrique Jacob
Após vários jogos razoáveis estrelados pelo personagem Batman, finalmente o herói ganha um título de qualidade que apresenta o universo do Homem Morcego com fidelidade em um tom mais sério e sombrio. Desenvolvido pela produtora Rocksteady, Batman: Arkham Asylum entrega uma experiência excelente para os fãs do herói e até para aqueles que só desejam um ótimo game.
A trama inicia com o Batman levando o Coringa preso para o Asilo Arkham. Após ser levado para dentro do complexo, o vilão escapa e começa uma rebelião com os outros inimigos do herói que também estão presos.  Após conseguir se libertar, o arquinimigo do Cavaleiro das Trevas começa sua procura pelo composto químico Titan, uma substância criada a partir da droga Venom utilizada por Bane para ganhar super força. O principal objetivo do criminoso é usar essa substância nos prisioneiros para criar um super exército e contaminar o sistema de água de Gotham para criar o caos na cidade.
O roteiro criado por Paul Dini é muito interessante e prende a atenção do jogador com algumas reviravoltas e aparição de grandes vilões como Coringa, Arlequina, Espantalho, Crocodilo, Bane e Hera Venenosa.  A trama se desenvolve muito bem e apresenta um tom mais sério e sombrio, muito semelhante à trilogia cinematográfica do herói criada por Christopher Nolan.
Na parte gráfica, pode se notar a qualidade e o ótimo trabalho realizado pela equipe de desenvolvimento que entregou um jogo com um excelente visual, repleto de texturas, tons e cores muito bem produzidos, principalmente pelo nível de detalhes dos cenários, das roupas e dos personagens. Outro ponto positivo é ausência de serrilhados e lags nas imagens.
A jogabilidade é um dos maiores acertos da Rocksteady, por inovar com seu excelente sistema de combate e por possuir uma movimentação muito bem desenvolvida. O sistema de contra-ataque é muito eficiente e consiste basicamente e aperta um botão quando um símbolo aparecer em cima de um inimigo que irá atacar. Os golpes e a quantidade de combos também contribuem para uma experiência mais divertida para o jogador. As lutas contra os chefões também são ótimas pela variedade de ações que o protagonista deve realizar para derrotar o oponente. O ponto fraco é que o nível de dificuldade do jogo e dos chefões não é muito alto, basta que o jogador preste atenção e pense um pouco que facilmente vai derrotar os inimigos.
Uma das melhores coisas do título é permitir que o jogador escolha como atacar os seus inimigos, podendo optar por agir de forma stealth ou sair batendo em todos sem se esconder. Em alguns momentos, o jogo vai exigir ações silenciosas do protagonista para conseguir eliminar os criminosos. A Rocksteady também explorou várias características do Homem-Morcego como o seu lado detetive, em que o personagem utiliza o modo predador para descobrir rastros, objetos que podem ser acertados e saber até o estado emocional e o batimento cardíaco de seus adversários.
Os cenários também foram bem mesclados com áreas abertas e fechadas, todos repletos de detalhes e podendo ser explorados. Essa alternância dá um fôlego maior e não cansa o jogador. Também é nítido o clima cinematográfico e adulto do game, por vilões violentos e insanos, e principalmente por contar com uma narrativa melhor que alguns dos filmes do herói.
Sem dúvida, um dos momentos mais memoráveis do jogo são os combates com o vilão Espantalho, em que o jogador deve levar o herói até um canhão de luz para encerrar a ilusão causada pelo alucinógeno do inimigo. Nesses momentos, Batman deve se deslocar lateralmente na maior parte do tempo se escondendo da visão do criminoso. Além de divertido, esses trechos exigem agilidade e raciocínio para concluí-los. 
A trilha sonora contribui muito para manter o clima épico com um som digno de produções hollywoodianas. A escolha do elenco de dublagem também foi ótima com as vozes de Kevin Conroy como Batman e Mark Hamill (Star Wars) como Coringa. A interpretação deles é excepcional, Conroy mantém a qualidade das outras produções em que ele dublou o herói. Já Hamill surpreende por fazer uma dublagem tão memorável quanto a atuação de Heath Ledger, como Coringa nos cinemas. As falas e o tom de voz empregado por Hamill conseguem dar vida a um personagem louco e incrivelmente cruel.
Além do modo principal, o título possui uma modalidade para enfrentar hordas de inimigos e conforme vocês os derrota, o jogador ganha pontos e aqueles que alcançarem a maior pontuação ficaram no topo de um ranking online. Um dos poucos pontos negativos é a falta de diversos aliados como Mulher Gato, Robin e Asa Noturna e de alguns vilões de peso como Pinguim e Duas Caras, apesar dele ser citado no game.
O game impressiona tanto pela qualidade técnica no visual e nas mecânicas de jogo como pela história muito bem trabalhada. Se você é fã do Cavaleiro das Trevas ou deseja jogar um bom título de ação, Arkham Asylum é uma das melhores opções.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Crítica - Street Fighter X Tekken

Cristiano Almeida

Street Fighter e Tekken são dois grandes sucessos dos games de luta. Produzidos pela Capcom e Namco Bandai, respectivamente, os jogos sempre foram sinônimo de diversão e muita pancadaria. Sendo assim, com a aposta na mescla de universos, os dois títulos foram unificados em Street Fighter X Tekken. O resultado é muito bom.

Desenvolvido pela Capcom o game é indicado tanto para veteranos das lutas virtuais como para novatos, pois apresenta um tutorial básico para aqueles que ainda não conhecem esse gênero de jogo. A desenvolvedora adicionou um sistema de Quick Combo, no qual apertando dois botões já basta para uma combinação de golpes. Para os mais experientes, a Capcom inseriu um campo que ensina os combos mais poderosos e outro em que o jogador desafia o computador em condições adversas.

O jogo emprega características de ambos os jogos, mantendo os golpes e acrescentando o sistema de Tag de Tekken, onde duas duplas se enfrentam e o vencedor do round é aquele que nocautear o adversário primeiro. O legal desse sistema é a possibilidade de fazer uma combinação de golpes com um parceiro terminando o combo, bastando para isso iniciar a sequência e no final apertar soco ou chute forte duas vezes para que o aliado complete a surra.

Trocar personagens é um ponto importante no jogo, porque assim aquele lutador com menos vida pode se recuperar e voltar em melhores condições, permitindo mais tempo de combate, caso haja desvantagem durante a partida.

Outro elemento interessante no game é o sistema de gemas, que adiciona particularidades para os combates online. Tais elementos possibilitam poderes especiais, como aumento de velocidade nos combos e diminuição de danos. As gemas são adquiridas em condições especiais, que vão desde acertar um combo de 5 hits ou defender 10 vezes em um mesmo round.

Por fim, no quesito inovações, o jogo tem uma mecânica chamada de Pandora, onde um jogador pode sacrificar um de seus aliados para que o outro entre no ringue com mais força e velocidade. Porém, essa vantagem dura poucos segundos e quando ela acaba faz com que a batalha termine, ou seja, você deve aproveitar esse tempo para tentar reverter o resultado.

Graficamente o game é semelhante à Street Fighter IV, com luta em 2D, personagens tridimensionais e cenário lembrando desenho animado. Nesse sentido, porém, o jogo apresenta um ponto negativo, pois um ou outro cenário, como o baseado em Dino Crisis, de tão colorido acaba por comprometer a visualização em momentos com muitos combos ou especiais.

Street Fighter X Tekken tem modos online e offline, que incluem uma versão para até quatro jogadores, no qual cada um cuida de seu lutador e rendem um bom trabalho de equipe. O game demonstra a preocupação da Capcom em agradar os fãs de ambas as séries e, acima de tudo, de ser divertido para jogadores casuais ou hardcore.