Cristiano Almeida
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| Liga da Justiça - Número 1 - Os Novos 52! |
Na história principal temos a Liga da Justiça com nova
formação. Superman, Batman, Lanterna Verde, Flash, Mulher-Maravilha, Aquaman e
Ciborgue são os heróis da vez. Para contar como se formou a nova Liga, o
roteiro ficou nas mãos de Geoff Johns e os desenhos com Jim Lee. Nesse ponto, a
integração entre roteiro e arte é bastante positiva, com uma boa trama e traço
eficaz de Lee, que expõe grande riqueza de detalhes. Outro destaque é a
colorização feita por Alex Sinclair que amplia o design proposto pelo
desenhista.
Nessa primeira edição, Lanterna Verde vai até Gotham City e
ajuda Batman a enfrentar um inimigo. De lá, vão até Metrópolis e têm uma surpresa,
que será explorada na próxima edição, também com a presença do Flash. O
interessante é que os heróis sabem da existência um do outro, porém ainda não
se conhecem. Com essa premissa, Johns tem material para explorar bem o
relacionamento dos heróis e criar grandes enredos.
Na segunda história, conhecemos o Capitão Átomo, um piloto
exposto à radiação, por meio de um experimento secreto e que busca entender
seus novos poderes. Aqui, JT Krul cuida do roteiro e Freddie Williams II é o
desenhista. Se comparado aos desenhos da Liga da Justiça, Capitão Átomo é
inferior, pois tem um traço estilizado e sem riqueza de detalhes no cenário,
por exemplo. Claro, que cada artista opta por um estilo, e, se tivermos boa
roteirização, isso não vai influenciar tanto no resultado final.
Com um script de descoberta de poderes, como usá-los para o
bem e os problemas a serem enfrentados com seu uso, roteirista e desenhista têm
várias opções para desenvolver e, nessa apresentação do Capitão Átomo, já
podemos perceber um direcionamento ganhando destaque.
Por último, conhecemos a Liga da Justiça Internacional com a
participação do Batman (que pode gerar uma integração entre as duas ligas),
liderança do Gladiador Dourado e formação com: Víxen, Gelo, Soviete Supremo, entre
outros. Guy Gardner, um dos Lanternas Verdes, chegou a ser cogitado para o
grupo, mas se recusou devido a participação do Gladiador.
O roteiro é de Dan Jurgens. Aqui, a composição de uma liga
de heróis alternativa, com superseres de várias partes do mundo, abre espaço
para situações políticas no enredo. Nesse quesito, já percebemos que Jurgens vai
utilizar bem o material que tem, explorando conflitos gerados pela rivalidade
entre países.
A arte é de Aaron Lopresti e está com boa qualidade,
tanto na recriação dos personagens como no detalhamento de cenas. Um dos
desenhos chamou atenção pelo posicionamento de todo o grupo em um único quadro.
Se Lopresti explorar bem essa integração e esses enquadramentos, aliados ao
roteiro de Dan Jurgens, teremos uma versão alternativa da Liga da Justiça que
vai complementar a união de super-heróis.
Enfim, a primeira edição de Liga da Justiça – Os Novos 52!
agrada e deixa o leitor ansioso para ver o que acontecerá na próxima edição. Um ponto negativo é que ela poderia
ter mais páginas, porém isso encareceria o produto. Sendo assim, para quem
sempre desejou colecionar uma HQ desde o primeiro número e conhecer a formação
de um supergrupo de heróis é uma ótima oportunidade.

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